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| Foto: Arquivo Pessoal |
Tem também os micos coletivos. Exemplo: Quando era adolescente fui a uma festa de final de ano num clube. Era um grito de carnaval. Baile azul e branco. Eu não tinha fantasia. Peguei uma camiseta branca, bem grande, e enfeitei com lantejoulas azuis. Meus amigos também se viraram como conseguiram e fomos. Quando entramos... Era um baile de gala! As mulheres estavam estonteantes em seus longos e os homens, saídos de uma propaganda de perfume, exibiam seus ternos. E eu? A maluca fugida do hospício. Meus amigos? Melhor não comentar pra não causar constrangimentos.
Os micos acontecem, podemos até tentar evitá-los, mas nem sempre dá. O jeito é rir de si mesmo, quando possível. Rir dos micos dos outros também pode ser irresistível. Só temos que ter cuidado pra não errar na mão e ferir os sentimentos do outro. A regra é clara, se um está se divertindo e o outro não é hora de parar com a brincadeira. Sei que vocês não vão me deixar sozinha, "micando" neste post, e vão fazer um comentário contando os seus. Alguém aceita o desafio? Prometo rir só um pouquinho... Haja kkk.
Essa história de pagar o mico surgiu por causa de uma brincadeira antiga. Um baralho que vem com vários pares de bichinhos. Só o mico não tem par e quem estiver com ele nas mãos no final do jogo, perde. Fico pensando, tadinho do mico, nem tem par - que nem eu. Ele deve ser rico, porque todo mundo "paga mico". Não sou boa em lógica, mas acompanhe meu raciocínio: O mico não tem par, por isso as pessoas "pagam mico"; eu também não tenho par, logo... Anote aí o número da minha conta.
Anita Safer










