Um dia conversava com um amigo querido, o Reinaldo, e dizia pra ele que a cada dia que passava eu estava mais cheia de manias. Ele, como pessoa interessante e mística que é, me disse que mania era uma palavra muito forte e doentia e que não combinava comigo. Disse que eu deveria trocar a palavra mania pela palavra ritual. Que assim seja.
Pois bem, sou uma pessoa altamente ritualista. Vou abrir meu coração, correndo o risco de ser abordada por um grupo de pessoas vestidas de branco que podem me colocar numa camisa de força.
Primeiro, sou viciada em sorteios. Quero fazer uma nova atividade no ano que vem? Sorteio. Quero viajar... obaaaaa... Pra onde vou mesmo? Sorteio. Mas acho que a psicanálise pode explicar esta minha fixação. Quando nasci - última de uma família de oito filhos - meus pais não conseguiam mais pensar em nomes com a letra C (alguns pais tem este hábito de colocar os nomes dos filhos com a mesma letra no início ou o mesmo som no final, tipo, Lucimar, Rosimar, Miramar, etc e "tar"). Tiveram a ideia de fazer um sorteio. Minha irmã Cleonice resolveu participar. Ela e sua amiga Ana resolveram juntar os nomes das duas e de Cleo e Ana surgiu Cleana, o que não agradou muito, então deram uma mexidinha e ficou Cleane. Serei eternamente grata às duas, porque sabe Deus o nome que poderia ter saído daquele sorteio. Isso pode explicar porque sou assim.
Outro "ritual" que cultivo é o de pintar as unhas seguindo a ordem alfabética dos nomes dos esmaltes. Exemplo: nesta semana usei um esmalte Café, semana que vem uso Chiara, e assim por diante.
Pelo menos descobri que não tenho TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Se eu não sigo o ritual eu não surto, não acho que vou morrer, não penso em matar, nada disso. É só algo que me diverte.
Quando alugo filmes pra assistir em casa também gosto de assisti-los por ordem alfabética. É melhor do que ficar pensando, vejo esse primeiro? Ou esse? Ou esse?
No fundo pode ser mesmo uma baita preguiça de ficar escolhendo coisas que não são fazem tanta diferença pra mim. Em decisões importantes prefiro fazer minhas escolhas. Contar com a sorte em algumas situações nem sempre é uma boa ideia.
Pronto, falei. Agora, que já escancarei minhas manias, digo, meus rituais bizarros, que tal você compartilhar comigo aqui no blog suas manias malucas?
Anita Safer
Anita Safer
Cleane, bem peculiar a origem do seu nome, coisa de brasileiro. Chego a conclusão que toda "doidice" tem o dedinho da família pelo meio. Eu também tenho uma mania desde pequena, e como não podia deixar de ser, por influência da minha mãe. Quando éramos criança ela não deixava ninguém dormir até mais tarde. De manhã cedo ela já estava cantarolando e dizia que acordar tarde era coisa de "malandro" e eu, como não queria ser taxada pelos irmãos, tratava logo de levantar. Por isso, até hoje não consigo dormir até mais tarde.
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